Uma vez pensei: "E se me dessem asas, o que fazia?"
Claro que a resposta foi sendo diferente, à medida que crescia...
Lembro-me de querer voar apenas para sentir a sensação de liberdade do vento a bater-me na cara, mas conseguia isso quando abria a janela do carro e levava com o vento em cheio na tromba... sempre era melhor quando andava de bicicleta e sentia a adrenalina a passar pelo corpo todo
Lembro-me também de querer ser um super-herói, de voar e lutar com os bandidos, (chegava mais depressa aos assaltos que a polícia, que tinha de respeitar as regras de trânsito, pensava eu...)
Lembro que sonhava em salvar donzelas (só as mais giras) em perigo, e que as levava nos braços enquanto as asas batiam. O Super-Homem ajudou a esse pensamento quando o fazia nos seus filmes...
No fundo as asas eram um sinónimo de poder.
Sempre pensei que podia fazer grandes coisas, mas nunca pensei como as poderia obter... quem mas poderia dar...
Vejo como "era" inconsciente e egoísta, pois apenas pensava em ajudar os outros para que eu conseguisse sobressair.
E vejo que isso foi o que aconteceu com as maravilhas que os Anjos que nos rodeiam também fazem, com o que receberam.
Todos queremos as asas, mas um anjo não se vê pelas asas.
Todos queremos justiça, mas no fundo queremos que tudo gire à nossa volta.
Precisamos de olhar como deve ser para nós, pois podemos não ser o anjo a quem foi atribuído as asas, mas alguma coisa teremos, e que pode salvar um mundo inteiro.
Seremos capazes de olhar para nós como anjos que têm uma missão especial?
Somos capazes de passar pela experiência que não gira tudo à nossa volta, que temos uma missão de anjo com os que nos rodeiam?
"Talvez valha a pena pensar nisto..."

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